domingo, 28 de agosto de 2016

KÍ dá fim à hegemonia do Víkingur na Copa das Ilhas Faroe


Chegou ao fim a hegemonia do Víkingur na Copa das Ilhas Faroe! Mas não foi nada fácil. Foram precisos 120 minutos e disputa de pênaltis para impedir que a taça fosse para Norðragøta pelo quinto ano consecutivo.

A final, disputada em Tórshavn e apitada pelo brasileiro Alex Troleis, teve um primeiro tempo bem igual. O KÍ abriu o placar aos 14' com um gol contra de Atli Gregersen. Após cobrança de escanteio, o zagueiro disputou com o atacante Páll Klettskarð e acabou tocando por último na bola antes dela entrar. O empate veio aos 31' com Andreas Lava Olsen, que recebeu belo passe de Sølvi Vatnhamar e mandou no gol mesmo com pouco ângulo para a finalização.

No segundo tempo nenhuma das equipes foi muito superior à outra, mas as chances de marcar foram do Víkingur. Hans Pauli Samuelsen teve a melhor delas, mas acabou mandando pelo alto, longe do gol. A partida iria mesmo para a prorrogação.

Na segunda etapa do tempo extra, Semir Hadzibulic quase marcou para o time de Klaksvík em chute de fora da área. Os tetracampeões responderam e quase viraram o placar em jogada de escanteio, mas o campeão seria decidido nos pênaltis.

Jóannes Bjartalíð, Atli Gregersen, Jákup Andreasen, Magnus Jarnskor, Páll Klettskarð, todos acertaram suas cobranças, até que Erling Jacobsen mandou por cima do gol. Niels Pauli Danielsen colocou o KÍ em vantagem. Hanus Jacobsen deixou sua equipe ainda viva. E coube a Súni Olsen, ex-Víkingur (e que até marcou para o time na final do ano passado contra o NSÍ), bater o último pênalti e decretar o fim do domínio de sua ex-equipe na competição. KÍ campeão da Copa das Ilhas Faroe pela sexta vez em sua história!

O capitão Jonas Flindt Rasmussen com a taça.
Recorde


Com 4652 nas arquibancadas do Tórsvøllur, a final da Copa das Ilhas Faroe 2016 é o jogo com o maior público de uma partida entre clubes no arquipélago. O maior público em uma partida de futebol nas ilhas é 6642, foi em Ilhas Faroe 2-1 Malta pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1998.

Melhores momentos:



Jogo completo:



Veja as galerias de imagens do jogo e da comemoração.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

19ª rodada da Effodeildin tem média de 5,4 gols por jogo

A 19ª rodada da Effodeildin ficou com uma média de gols absurda! Foram 27 gols, resultando em uma média de 5,4 por jogo. Teve até 7 a 1.

KÍ 5-0 Skála

A rodada começou na sexta-feira com o líder KÍ enfrentando o Skála. Em clima de muita festa em Klaksvík, a equipe da casa abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo com Súni Olsen. O destaque foi Páll Klettskarð que anotou um hat-trick, com gols aos 67', 77' e 92'. O sérvio Semir Hadzibulic também marcou, aos 87'. A torcida deu show nas arquibancadas e fez até a coreografia da torcida islandesa no Euro 2016.

Klettskarð marcando um de seus três gols na partida.
B36 2-1 AB

Na rodada das goleadas, o único que time que venceu de pouco foi o B36, que até jogou contra uma equipe "goleável". Na verdade os tigres brancos quase se complicaram. Os visitantes abriram o placar com Patrik Johannesen aos 19', mas Róaldur Jakobsen, de falta, empatou aos 36'. Hanus Thorleifsson fez o gol da virada após uma bela jogada coletiva com toques de primeira que o deixaram na cara do gol. O B36 ainda terminou o jogo com um jogador a menos, Jógvan Andrias Nolsøe foi expulso aos 72' e desfalcará o time na próxima rodada.

Jogadores do B36 comemorando.
NSÍ 7-1 ÍF

No grande massacre da rodada, o NSÍ começou com tudo contra o ÍF e definiu o jogo já no primeiro tempo. Aos 11' Klæmint Olsen abriu o placar e Magnus Olsen aumentou cinco minutos depois. Aos 21', após cobrança de escanteio, Poul Mikkelsen não conseguiu afastar e acabou marcando contra. Aos 30' pênalti para o time da casa, Ari Ellingsgaard foi expulso e saiu muito revoltado, chutando a bola que estava na marca penal, mas o goleiro Elias Rasmussen defendeu a cobrança de Klæmint Olsen. Porém, apenas três minutos depois, Árni Frederiksberg marcou o quarto.

Árni Frederiksberg ainda marcou mais um, aos 66', e Pól Jóhannus Justinussen, aos 78', e Petur Knudsen, aos 89', fecharam a goleada. Adeshina Lawal fez o gol de honra dos visitantes aos 79'.

Lembrando que esse jogo foi transmitido ao vivo e você pode ver a partida completa aqui.

Víkingur 5-1 B68

Jogando em casa o Víkingur não teve problemas para vencer o último colocado B68. Sølvi Vatnhamar, aos 25', abriu o placar com um golaço que poderia até mesmo concorrer ao Prêmio Puskás. Hanus Jacobsen aumentou em cobrança de falta aos 32'. De pênalti, Hans Pauli Samuelsen fez o terceiro aos 52' e Sølvi Vatnhamar marcou o seu segundo no jogo quatro minutos depois. Jón Poulsen marcou o quinto aos 77' e o time visitante diminuiu com o bósnio Damir Ibric Yüksel, de pênalti, já nos acréscimos, aos 92'.

HB 4-1 TB

No último jogo do domingo, o HB venceu o TB com gols de Øssur Dalbúð, aos 14' e aos 80', Ari Olsen, aos 59', e Pál Joensen, aos 70'. Os visitantes diminuíram com Albert Adu, de pênalti, aos 86'.

Ari Olsen comemorando seu gol, o segundo do HB no jogo.

Gols da rodada:



Classificação

O KÍ continua na liderança, com 44 pontos, seguido por Víkingur (40) e NSÍ (39). Os times de Tórshavn brigam pela quarta colocação, o HB tem 34 e o B36 tem 32. O ÍF é o sexto com 25, TB e Skála estão empatados com 17 e na zona de rebaixamento estão AB (9) e B68 (7).

20ª rodada

Sexta-feira:
ÍF - Víkingur

Domingo:
TB - AB
HB - KÍ
Skála - NSÍ
B68 - B36

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Seleção feminina vence a Copa Báltica 2016

Depois da seleção sub-19 dar show em competição amistosa disputada na Lituânia no fim do mês de junho e início de julho, agora foi a vez da seleção principal conseguir um importante feito para o futebol feminino faroês jogando na Letônia. A Copa Báltica 2016 é das Ilhas Faroe!

Jogadoras e comissão técnica comemorando o título.
Foto: FSF
Só explicando: a Copa Báltica é uma competição amistosa disputada por Estônia, Letônia e Lituânia (países banhados pelo Mar Báltico) e as Ilhas Faroe foram convidadas a participar da edição 2016.

O primeiro jogo foi contra a Estônia, e as faroesas precisaram mostrar poder de reação. As estonianas abriram o placar com Kaire Palmaru aos 10' e aumentaram com Liis Lepik aos 45', finalizando de cabeça após cobrança de escanteio. Milja Simonsen diminuiu em chute de fora da área aos 75' e Rannvá Andreasen aproveitou vacilo da goleira para deixar tudo igual aos 78'.



O segundo jogo, contra a Lituânia, foi bem difícil. As Ilhas Faroe passaram a maior parte do tempo se defendendo, jogando no contra-ataque, mas nenhuma das equipes teve muitas boas chances de marcar. A partida parecia que terminaria em um empate sem gols, até que aos 83 minutos surgiu uma chance na bola parada e Rannvá Andreasen, cobrando falta, marcou o gol da vitória.



O último jogo foi contra a seleção da casa. A Letônia havia vencido a Estônia e empatado com a Lituânia, portanto com o mesmo número de pontos que as Ilhas Faroe, mas com saldo de gols melhor.

As Ilhas Faroe jogava melhor e abriu o placar com Olga Kristina Hansen aos 42'. No início do segundo tempo, aos 58', Maria Thomsen aumentou. Em contra-ataque, aos 85', Milja Simonsen ficou cara a cara com a goleira, driblou e marcou o terceiro. A seleção letã marcou seu gol de honra logo depois, aos 87', com Ieva Bidermane de cabeça.



Rannvá Andreasen erguendo a taça.
Foto: FSF
Seleção sub-15

Também aconteceram jogos entre as seleções sub-15 e a Lituânia foi a vencedora. As faroesas perderam da Estônia por 2 a 0, da Lituânia por 3 a 1 e empataram com a Letônia em 0 a 0.

O último jogo delas foi no mesmo estádio onde jogaria a seleção principal. Elas ficaram por lá para torcer e deram show nas arquibancadas, cantando e incentivando. Por alguns momentos fizeram parecer que as Ilhas Faroe jogavam em casa.

Olha elas aí comemorando o título junto com a equipe principal:

Seleção sub-15 comemora o título junto com a principal.
Foto: FSF

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Os principais faroeses jogando no exterior

Como a temporada do futebol dinamarquês, onde joga a maioria dos futebolistas faroeses que atuam no exterior, começou a poucas semanas atrás, resolvi fazer esse post. Nada muito aprofundado, só pra relembrar quem são os principais nomes que jogam fora das Ilhas Faroe.

NORUEGA

Foto: Conta do Vidar no Twitter
O lateral esquerdo Rógvi Baldvinsson, de 26 anos, está jogando no FK Vidar, atual 6º colocado do Grupo 3 da 2. Division, a terceira divisão.

ISLÂNDIA

Foto: Hafliði Breiðfjörð/Fótbolti.net
São três os faroeses jogando na Islândia.

O goleiro Gunnar Nielsen, de 29 anos, e o atacante Kaj Leo í Bartalsstovu, de 25, são companheiros no FH, campeão islandês em 2015 e atual líder da Úrvalsdeild. O zagueiro Sonni Ragnar Nattestad, de 21 anos, era do FH, mas agora está no Fylkir, atual 11º colocado do campeonato.

DINAMARCA

Na Dinamarca é preciso dividir entre os que estão na primeira e os que estão na segunda divisão.

Segunda divisão


Viljormur Davidsen.
Foto: Vejle
Os jovens meias Hákun Edmundsson, de 20 anos, René Joensen, de 23, e Meinhard Olsen, de 19, são companheiros no Vendsyssel. O volante Heini Vatnsdal e o meia Bárður Hansen, ambos de 24 anos, também jogam no mesmo time, o Fremad Amager.

Ainda na segundona dinamarquesa atuam o meia Jonas Hansen, de 20 anos, do FC Helsingør, e o zagueiro Viljormur Davidsen, de 25 anos, que já é peça bem importante no elenco do Velje.

Primeira divisão

O principal jogador faroês da atualidade joga no OB.
Foto: OB
Na primeira divisão são quatro: os meias Hallur Hansson, de 24 anos, no Horsens, e Brandur Olsen, de 20 anos, no Randers; Gilli Sørensen, lateral esquerdo que também pode jogar em posições mais avançadas, de 23 anos, que joga no AaB e o principal jogador faroês da atualidade, Jóan Símun Edmundsson, atacante de 25 anos que está no OB.

B68 precisa de feito histórico para se livrar do rebaixamento


Um milagre. É o que precisa o B68 para se manter na elite do futebol faroês. De um feito que nenhuma equipe conseguiu desde que o campeonato é disputado em 27 rodadas.

Desde 2005, o time que termina a 18ª rodada na lanterna é sempre rebaixado. E olha que muitas vezes a situação nem era tão ruim assim.

Em 2008 o Skála tinha 15 pontos e estava a apenas cinco de ÍF e KÍ, primeiros times fora da zona de rebaixamento. Em 2005 o TB tinha 14 e estava a apenas quatro de VB/Sumba e GÍ. E em 2006 o ÍF tinha 9, apenas três pontos a menos que o oitavo colocado VB/Sumba.

Se nenhum deles evitou a queda, como o B68, que está a 10 pontos de TB e Skála, primeiros times fora da zona, e que ainda não venceu nenhum jogo, pode conseguir? Como eu disse: só com um milagre.